Proposta de roteiro · para aprovação

Técnica Híbrida Master
roteiro de gravação

A estrutura completa do curso, aula por aula, com o texto falado pronto para gravar. Escrito no mesmo padrão do roteiro do Regen Brows e construído em cima da palestra "Henna, Tintura e Naturalidade".

6 módulos 17 aulas 13 aulas de estúdio 1 aula em cabine ~2h30 de vídeo

Eli, como usar esta página

Cada aula abre e mostra o roteiro falado, escrito para você gravar lendo ou usando como guia. O texto está no seu jeito de falar, não em linguagem de documento.

O que está marcado em vermelho é dado técnico que só você tem, e que eu deliberadamente não inventei: tempos, proporções, nomes de tons, estratégias de aplicação. São 9 pontos, e eles são o que trava a gravação. O resto está pronto.

Roteiro para gravação

Texto falado, pronto para ler na câmera.

Confirmar com a Eli

Dado técnico que falta. Nada foi inventado aqui.

Demonstração

Direção de filmagem, não texto falado.

O caminho da aluna

Da lógica da cor até saber cobrar por ela. A prática só entra depois que os dois produtos estão dominados separadamente.

1
Abertura e o fundamento da cor
Por que cor é forma, e a diferença entre henna e tintura
3 aulas
2
Henna Master
O que ela faz na pele, os 5 tons, o fixador
3 aulas
3
Tintura Master
Oxidação, as 7 cores, fios brancos, descoloração
4 aulas
4
O Protocolo Híbrido
O coração do curso, com execução em modelo real
4 aulas
5
Precificação e posicionamento
Quanto cobrar e como explicar para a cliente
2 aulas
6
Responsabilidade e certificação
Limites, ética e encerramento
1 aula
Módulo 1

Abertura e o fundamento da cor

1

Boas-vindas à Técnica Híbrida

Acolher a aluna, posicionar o que ela vai aprender e deixar claro que isso não é mais um curso de henna nem mais um curso de tintura.
6 a 8 min
Roteiro para gravação

"Sejam muito bem-vindas à Técnica Híbrida.

Antes de qualquer coisa, eu quero te dar os parabéns. Você não chegou aqui por acaso. Quem procura essa técnica é quem já trabalha com sobrancelha, já entrega um bom trabalho, mas sente que dá pra ir mais longe. E dá.

Deixa eu te contar em uma frase o que você veio aprender aqui: como fazer henna e tintura no mesmo atendimento, de um jeito que o resultado fica melhor do que os dois separados, dura mais tempo e vale mais dinheiro.

Parece simples dito assim. Mas tem uma lógica por trás, e é essa lógica que a maioria das profissionais não conhece. Muita gente até já tentou juntar os dois na intuição, e o resultado saiu marcado, artificial, ou não durou nada. Não é sobre aplicar um e depois o outro. É sobre entender o que cada um faz, onde cada um age, e usar isso a favor do desenho.

Eu quero que você entenda uma coisa desde já: a henna e a tintura não competem. Elas fazem coisas diferentes. A henna trabalha a pele, a tintura trabalha o fio. Quando você separa os dois em atendimentos diferentes, você está entregando metade do resultado de cada vez. Quando você junta com técnica, você entrega uma coisa nova.

Agora eu preciso te pedir uma coisa, e é o pedido mais importante desse curso: assista as aulas na ordem, sem pular.

Eu sei da ansiedade de ir direto pro passo a passo. Eu sei que você quer ver a mão na sobrancelha. Mas se você for direto pro protocolo sem entender os módulos de henna e de tintura, você vai executar sem saber o porquê. E aí, na hora que aparecer uma cliente diferente, com fio branco, com pele oleosa, com sobrancelha muito clara, você não vai saber adaptar. Você vai saber repetir, que é diferente de saber fazer.

Cada aula aqui existe por um motivo. Nenhuma é enfeite.

O que você vai encontrar pela frente: primeiro a gente vai entender por que a cor muda o design, que é o fundamento de tudo. Depois a gente destrincha a henna, depois a tintura, cada uma no seu módulo. Só então a gente junta as duas no protocolo híbrido, que é o coração do curso. E eu não vou te deixar só com a técnica: tem um módulo inteiro sobre quanto cobrar e como se posicionar, porque não adianta nada você dominar um procedimento sofisticado e continuar cobrando preço de henna simples.

Ah, e uma coisa que eu faço questão de dizer: essa técnica roda inteira em produto Master. Henna Master, Tintura Master, e o Kit Pocket de Brow Lamination. Não é publicidade, é técnica. Eu sou embaixadora da Vermonth, eu testo esses produtos antes de chegarem no mercado, e eu construí essa técnica em cima do comportamento deles. Quando eu falar de tempo, de tom, de fixação, eu estou falando desses produtos. Com outro produto o comportamento muda, e eu não tenho como te garantir o resultado.

Seja muito bem-vinda. Vamos começar."

Encerramento

"Na próxima aula, eu vou te mostrar o erro mais comum da coloração de sobrancelha. E eu quero que você me diga, sinceramente, se você já cometeu ele."

Abaixo da aula

Aviso de uso exclusivo do conteúdo (mesmo texto do Regen Brows). Se for ter apostila em PDF, ela é disponibilizada aqui.

2

Por que a cor muda o design

Quebrar a ideia de que cor é a etapa final e decorativa. Mostrar que cor constrói forma, e que design e coloração são a mesma decisão.
6 a 8 min
Roteiro para gravação

"Eu quero começar essa aula com uma pergunta: em que momento do seu atendimento você decide a cor?

Se a sua resposta foi 'no final, na hora de aplicar', é aí que eu quero mexer.

A maioria das profissionais trata a coloração como acabamento. Faz o design, limpa, alinha, e aí no fim escolhe uma cor pra 'dar uma realçada'. O problema é que a cor não realça o desenho. A cor faz parte do desenho.

Deixa eu explicar de um jeito prático. Quando você aplica uma cor mais escura numa determinada área da sobrancelha, aquela área ganha peso visual. Ela parece mais cheia, mais densa, mais presente. Quando você usa uma cor mais suave em outra área, aquela região recua, fica mais leve. Ou seja: com cor, você preenche, você afina, você levanta, você suaviza. Sem tirar um único fio a mais.

Isso muda tudo na sua cabeça como profissional. Porque significa que você tem uma ferramenta de forma que não é a pinça.

Pensa na cliente que chega com a cauda da sobrancelha falhada. Você pode tentar resolver isso só no desenho, e provavelmente vai acabar tirando pelo da parte de cima pra 'equilibrar', deixando ela mais fina do que precisava. Ou você pode resolver com cor, construindo aquela cauda com pigmento e mantendo todo o pelo que ela tem. Qual das duas é reconstrução? Qual das duas devolve pra cliente?

E tem o outro lado, que é onde mora o erro. Se a cor constrói forma, a cor errada destrói forma. Um tom escuro demais numa pele clara não fica 'marcante', fica artificial, e denuncia o procedimento a três metros de distância. Uma cor fria numa cliente de fundo quente briga com o rosto inteiro. Excesso de produto numa área que já tinha densidade cria um bloco sólido, e bloco sólido é o oposto de naturalidade.

Naturalidade não é usar pouco produto. Naturalidade é usar o produto certo, no lugar certo, na intensidade certa. Tem trabalho com muito pigmento que fica natural, e tem trabalho com pouquíssimo pigmento que fica horroroso.

Por isso, a partir de agora, eu quero que você mude a sequência mental do seu atendimento. Você não faz o design e depois escolhe a cor. Você olha a sobrancelha, entende o que precisa ser construído, e decide junto: essa forma, com esse pigmento, nessa área, nessa intensidade.

Design e cor são a mesma decisão. Essa é a base da Técnica Híbrida, e é por isso que essa aula vem antes de qualquer coisa."

Encerramento

"Agora que você entendeu que cor é forma, a próxima pergunta é: qual cor? E aí a gente cai na diferença entre henna e tintura, que é a aula mais importante desse módulo."

3

Henna x Tintura: a diferença que muda tudo

O alicerce lógico do curso inteiro. Onde cada produto age, o que cada um entrega, e por que os dois juntos não são redundância.
8 a 10 min
Roteiro para gravação

"Essa é a aula que sustenta o curso inteiro. Se você entender bem essa aula, todo o resto vai fazer sentido sozinho.

Henna e tintura não são duas opções pra fazer a mesma coisa. Elas fazem coisas diferentes, em lugares diferentes.

Vamos pela henna primeiro. A henna age na pele. Ela pigmenta a superfície, e é isso que permite o preenchimento estratégico. Quando você tem uma falha, um espaço vazio, uma área sem pelo, é a henna que resolve, porque ela colore justamente onde não tem fio. Ela cria moldura, cria contorno, dá a sensação de densidade onde a sobrancelha não tem.

E tem uma coisa da Henna Master que eu faço muita questão de falar, porque não é só cor: a fórmula é enriquecida com extrato de Jaborandi e Bamboo, que ajudam no fortalecimento e na nutrição dos fios e podem estimular o crescimento. Ou seja, ela pigmenta e trata ao mesmo tempo. Pra quem trabalha com reconstrução, como eu trabalho, isso muda o jogo.

A limitação da henna é a durabilidade na pele. Ela sai com a renovação natural da pele, com oleosidade, com a rotina de limpeza da cliente. E tem outra coisa importante: a henna não resolve bem o fio branco e o fio muito claro. Ela pinta em volta, ela pinta a pele, mas aquele fio branco continua ali, aparecendo.

Agora a tintura. A tintura age dentro da fibra do pelo. Ela entra no fio e colore o fio por dentro. Isso acontece por um processo químico chamado oxidação, que ocorre quando a tintura é misturada com o oxidante. Eu vou aprofundar isso no módulo da tintura, mas por enquanto guarda essa imagem: a tintura não fica em cima, ela entra.

E é por isso que a tintura entrega o que a henna não entrega: ela resolve o fio branco, resolve o fio claro, dá definição de verdade nos pelos, e dura mais no fio. A fórmula da Tintura Master vem com Vitamina B5, D-Pantenol, óleo de jojoba e óleo de semente de uva, que nutrem e protegem o fio durante a coloração, então você colore sem agredir.

Uma característica importante da tintura, e isso você precisa explicar pra sua cliente: a tintura colore o fio, não a raiz. Então, conforme o pelo cresce, a parte nova nasce na cor natural da cliente. Não existe raiz marcada, não existe aquela linha esquisita. O crescimento é discreto.

E a limitação da tintura? Ela não preenche espaço vazio. Onde não tem fio, ela não tem no que agir. Uma sobrancelha muito falhada, colorida só com tintura, continua parecendo falhada, só que com os fios mais escuros.

Agora presta atenção no que acabou de acontecer aqui.

A henna resolve o vazio e não resolve o fio branco. A tintura resolve o fio branco e não resolve o vazio. A henna trata a pele e sai mais rápido. A tintura entra no fio e dura mais.

Uma cobre exatamente o buraco da outra.

Quando você entende isso, a pergunta 'henna ou tintura?' deixa de fazer sentido. A pergunta certa é: por que eu estou escolhendo uma, se eu posso usar a força das duas no mesmo atendimento?

É exatamente isso que é a Técnica Híbrida. A fixação da henna na pele mais a definição da tintura no fio, entregando um resultado mais duradouro, mais natural e mais harmônico do que qualquer uma das duas isolada.

Nos próximos dois módulos, eu vou destrinchar cada uma delas separadamente. Você precisa dominar as duas antes de juntar. E aí, no módulo 4, a gente junta."

Encerramento

"Guarda essa frase, porque ela é o resumo do curso: a henna trabalha a pele, a tintura trabalha o fio. Na próxima aula a gente entra fundo na Henna Master."

Abaixo da aula

Resumo pra salvar: henna = pele = preenchimento estratégico. Tintura = fibra do fio = definição e durabilidade. Uma resolve o que a outra não resolve.

Módulo 2

Henna Master

1

O que a henna faz na pele (e o que ela não faz)

O comportamento da henna na pele, os fatores que afetam a fixação e como alinhar de forma realista o que prometer à cliente.
7 a 9 min1 confirmação
Roteiro para gravação

"Agora a gente vai entrar de verdade na henna. Na aula passada eu te disse que a henna age na pele. Agora eu quero que você entenda como, porque é isso que separa quem aplica henna de quem domina henna.

A henna pigmenta a camada superficial da pele. Ela não penetra, ela não é micropigmentação, não existe agulha, não existe deposição de pigmento em profundidade. É uma pigmentação de superfície. E isso tem duas consequências diretas: primeira, é um procedimento seguro e reversível, o pigmento vai sair. Segunda, a durabilidade depende inteiramente da pele daquela cliente.

E aqui está o ponto que mais gera frustração no atendimento: duas clientes, mesma henna, mesmo tempo de pausa, resultados completamente diferentes. Isso não é falha sua. Isso é pele.

Quais fatores mudam a fixação:

A oleosidade. Pele oleosa segura menos pigmento e libera mais rápido. Cliente de pele muito oleosa vai ter menos durabilidade, e você precisa dizer isso antes, não depois.

A textura e o estado da pele. Pele ressecada ou com descamação absorve de forma irregular, e o resultado sai manchado. Por isso o preparo importa tanto.

A renovação celular. A pele se renova, e o pigmento vai embora junto. É natural, é esperado.

E a rotina da cliente. Esfoliação, produto ácido, protetor solar aplicado com fricção, água quente demais, tudo isso tira pigmento. A cliente que 'esfrega' a sobrancelha no banho vai perder a henna em poucos dias e vai achar que o seu trabalho é ruim.

Agora, o que a henna faz muito bem: ela preenche falha, esse é o superpoder dela. Ela cria moldura e contorno, define começo, altura e cauda de um jeito que só o pelo não daria. Ela dá densidade visual imediata, a cliente levanta da cadeira e vê diferença. E, na Henna Master especificamente, ela trata enquanto colore, por causa do Jaborandi e do Bamboo na fórmula.

E o que a henna não faz, e você precisa parar de tentar: ela não resolve fio branco, pode disfarçar o entorno mas o fio branco continua branco. Ela não colore fio claro de forma consistente, fio loiro e fio grisalho ela não segura. E ela não dura no fio, ela dura na pele, e na pele ela dura o que aquela pele permitir.

Percebe como toda limitação da henna tem nome e sobrenome? Fio. É sempre no fio que ela para.

E é exatamente por isso que existe a técnica híbrida. Não é pra substituir a henna. É pra completar ela justamente onde ela para."

Encerramento

"Na próxima aula a gente vai falar de tom. E eu vou te mostrar por que escolher cor de henna não é sobre gosto, é sobre leitura."

Confirmar com a Eli

Quantos dias você orienta a cliente a evitar esfoliante, ácidos e fricção? Você já tem uma lista de cuidados pós que entrega no estúdio? Se sim, ela entra aqui embaixo da aula.

2

Os 5 tons da Henna Master e a leitura de colorimetria

Escolher o tom por leitura (pele, cabelo, pelo e expectativa) em vez de por gosto ou hábito.
8 a 10 min1 confirmaçãodemonstração
Roteiro para gravação

"A Henna Master tem 5 tons. E eu vou te dizer uma coisa que talvez te incomode: a maioria das profissionais usa dois.

Usa o castanho escuro em quase todo mundo, e o preto naquelas que pedem 'bem marcada'. E aí entrega o mesmo resultado pra rostos completamente diferentes.

Quando você tem 5 tons, você tem uma paleta. E paleta serve pra ler a cliente, não pra repetir o que deu certo na anterior.

Como eu leio uma cliente antes de escolher o tom. São quatro coisas que eu olho, nessa ordem:

Primeiro, o pelo natural dela. Qual a cor real do fio, e qual a densidade. Sobrancelha que já é escura e cheia pede um tom que acompanhe, não que se sobreponha.

Segundo, o cabelo. O cabelo é a referência de harmonia do rosto. Sobrancelha muito mais escura que o cabelo grita. Sobrancelha muito mais clara some. Eu procuro ficar em diálogo com o cabelo, não necessariamente igual.

Terceiro, o fundo da pele. Se a cliente tem fundo mais quente ou mais frio, isso influencia como o pigmento vai aparecer nela. O mesmo tom pode ler diferente em duas peles.

Quarto, e esse é subestimado: a expectativa dela. Cliente que quer 'natural, quase não aparecer' e cliente que quer 'bem marcada pra foto' não recebem o mesmo tom, mesmo tendo a mesma pele. Isso se pergunta antes, na anamnese, não se adivinha.

E agora a regra que eu mais repito nos meus cursos: quando estiver em dúvida entre dois tons, comece pelo mais claro.

Por quê? Porque escurecer depois é fácil. Você reaplica, você deixa mais tempo, você resolve na hora. Clarear depois é problema. Você vai ter que esperar sair, e a cliente vai passar dias com um resultado que ela não queria. Sempre dá pra ir subindo. Quase nunca dá pra descer.

Outra coisa que eu quero destravar na sua cabeça: você pode misturar. Você não é obrigada a usar um tom puro. Mistura de tons te dá nuances que a cartela sozinha não dá, e é assim que você faz um trabalho que ninguém consegue copiar olhando.

E tem uma jogada da técnica híbrida que eu já quero plantar aqui, mesmo que a gente só vá executar no módulo 4: você pode usar uma cor na pele e outra no fio. Por exemplo, tintura preta nos fios e henna castanho escuro na pele. Isso cria profundidade, cria dimensão, e é uma coisa que uma sobrancelha colorida com um produto só nunca vai ter. Pode brincar com as cores."

Encerramento

"Na dúvida, comece pelo tom mais claro. Escurecer é fácil, clarear é problema. Na próxima aula a gente fala do fixador, que é onde muita gente perde durabilidade sem saber."

Confirmar com a Eli

Preciso dos cinco nomes oficiais dos tons da Henna Master e da indicação principal de cada um, pra descrever a cartela tom a tom nessa aula.

Demonstração

Plano fechado da cartela dos 5 tons com boa luz, mais dois ou três resultados reais mostrando o mesmo tom em peles diferentes. As fotos de resultado por tom já estão prontas na pasta da landing.

3

Fixador e intensificador: tratamento dentro da coloração

Posicionar o fixador como etapa de protocolo, não como acessório opcional.
5 a 7 min1 confirmação
Roteiro para gravação

"Essa é uma aula curta, mas ela pode ser a diferença entre a sua cliente voltar em três semanas ou voltar em duas.

O Fixador e Intensificador da Henna Master não é um extra. Ele faz parte do procedimento. E eu vejo muita profissional pulando ele pra economizar tempo ou produto, e depois reclamando que a henna dela não dura.

Ele é 2 em 1, e a fórmula tem dois ativos que eu quero que você saiba explicar pra cliente, porque isso valoriza o seu trabalho: Biotina, que fortalece e estimula os fios, e D-Pantenol, que hidrata, regenera e dá mais qualidade ao fio.

Ou seja: enquanto ele intensifica a cor e ajuda a fixação, ele também está tratando. Não é só um produto de performance, é um produto de cuidado.

E é isso que eu quero que você leve dessa aula, e do módulo inteiro: a Henna Master não é só pigmento. Ela tem Jaborandi e Bamboo na fórmula, tem Biotina e D-Pantenol no fixador. A cliente que faz henna com você, com esse protocolo, está fazendo estética e cuidado ao mesmo tempo.

Isso não é detalhe de bula. Isso é argumento de venda, é o que justifica o seu preço, e é o que faz a cliente entender por que na sua cadeira custa diferente."

Encerramento

"Fecha o módulo da henna. Você já sabe onde ela age, o que ela entrega, como escolher o tom e como fixar. Agora a gente vai pro outro lado da técnica: a tintura."

Confirmar com a Eli

Preciso do passo a passo real de aplicação do fixador: em que momento entra, quanto tempo fica, como é removido.

Módulo 3

Tintura Master

1

Como a tintura age dentro do fio

Explicar a oxidação sem aula de química e derrubar o medo que muitas profissionais têm de trabalhar com tintura.
7 a 9 minconfirmação crítica
Roteiro para gravação

"Se tem um procedimento que assusta profissional de sobrancelha, é a tintura.

Eu escuto muito: 'tenho medo de manchar a pele', 'tenho medo de dar alergia', 'não sei o tempo certo', 'já deixei demais uma vez e ficou horrível'. Se você pensou alguma dessas, essa aula é pra você.

O medo vem de não entender o que está acontecendo. Então vamos entender.

A tintura age dentro do fio, através de um processo químico chamado oxidação. Ela é misturada com um oxidante, que geralmente é o peróxido de hidrogênio. Quando esses dois se encontram, a reação começa, a cor se desenvolve e o pigmento se fixa dentro da fibra do pelo.

Repara em duas palavras aí: a reação começa. Ela tem começo, tem desenvolvimento e tem fim. Não é 'quanto mais tempo, mais escuro pra sempre'. Existe um ponto em que a reação completa e passar disso não melhora nada, só aumenta o risco de marcar a pele e de sensibilizar.

É por isso que tempo, em tintura, é técnica. Não é chute e não é 'deixa mais um pouquinho pra garantir'.

E é por isso também que a tintura colore o fio e não a raiz. Ela age na fibra que existe ali naquele momento. O pelo que vai nascer depois nasce na cor natural da cliente. Isso é uma vantagem enorme, e você precisa saber vender isso: não existe raiz marcada, não existe aquela linha denunciando o procedimento. O crescimento é discreto e a cliente não fica refém do retoque.

Sobre a segurança, que é o que mais gera receio: a Tintura Master foi desenvolvida especialmente pra tingir sobrancelhas, cílios, barba e bigode. Não é tinta de cabelo adaptada. É um produto formulado pra essa região, que é uma região delicada e perto do olho. E a fórmula tem Vitamina B5, D-Pantenol, óleo de jojoba e óleo de semente de uva, que nutrem, protegem e preservam a saúde dos fios durante a coloração.

Então você tem um produto que colore com segurança e ainda cuida do fio enquanto colore."

Confirmar com a Eli · pendência mais urgente do roteiro

Esses dados são o coração da aula e não têm como ser inventados:

  • A proporção de mistura da Tintura Master com o oxidante
  • Qual volume de oxidante você usa
  • O tempo de pausa que você trabalha, e como ajusta por tipo de fio
  • Se você faz teste de sensibilidade, e como orienta a aluna a fazer
Encerramento

"Tintura não é sobre coragem, é sobre controle. Quando você entende a reação, o medo vai embora. Na próxima aula, as 7 cores."

2

As 7 cores da Tintura Master e como escolher

Apresentar a cartela e ensinar o raciocínio de escolha no fio, que é diferente do raciocínio da cor na pele.
7 a 9 min1 confirmaçãodemonstração
Roteiro para gravação

"A Tintura Master tem 7 cores. E escolher cor de tintura não é a mesma coisa que escolher tom de henna, por um motivo simples: aqui você está pintando fio, não pele.

Na henna, você olha muito a pele, porque é nela que o pigmento vai aparecer. Na tintura, o que manda é o fio: a cor natural dele, a espessura, a quantidade, e se tem fio branco ou claro na jogada.

O que eu olho pra escolher a cor da tintura:

A cor de base do pelo. Fio escuro já tem fundo, então a tintura vai intensificar. Fio claro tem pouco fundo, e vai aceitar a cor de um jeito diferente, geralmente resultando mais claro do que você espera.

A quantidade de fio branco. Isso muda a estratégia inteira, e é assunto de uma aula só, que é a próxima.

A densidade da sobrancelha. Sobrancelha muito cheia colorida escura demais vira um bloco pesado no rosto. Nesses casos eu prefiro ir mais suave no fio e deixar o contraste por conta da henna na pele.

E o efeito que a cliente quer. De novo: perguntar, não adivinhar.

Agora, o pulo do gato da técnica híbrida: você não precisa usar a mesma cor nos dois produtos.

Você pode usar preto ou castanho escuro. Pode misturar os dois. Pode escolher uma cor de tintura pros fios, por exemplo preto, e usar uma henna castanho escuro na pele.

Sabe o que isso cria? Dimensão. Fio numa profundidade, pele em outra. É exatamente assim que uma sobrancelha natural se comporta: o fio nunca é da mesma cor exata da pele embaixo dele. Quando você usa um produto só, tudo fica no mesmo tom, e é aí que nasce aquele aspecto chapado que a gente identifica de longe.

Pode brincar com as cores. Sério. É brincando com essa combinação que você desenvolve a sua assinatura."

Encerramento

"Fio numa cor, pele em outra. É assim que se cria profundidade. Na próxima aula, o assunto que mais trava profissional na cadeira: fio claro e pelo branco."

Confirmar com a Eli

Preciso dos nomes das 7 cores da Tintura Master e da indicação de cada uma. E principalmente das suas combinações favoritas de henna com tintura, aquelas que você usa direto no estúdio. Isso é ouro pra aula, é o tipo de coisa que só quem tem prática sabe.

3

Fios claros e pelos brancos

Resolver a dor técnica mais recorrente do público e transformar isso em diferencial competitivo e argumento de ticket.
8 a 10 min1 confirmação
Roteiro para gravação

"Essa aula sozinha já paga o curso. E eu falo isso com segurança, porque esse é o problema que mais faz profissional perder cliente sem entender o motivo.

A cliente com fio branco. A cliente loira. A cliente grisalha. A cliente que faz a sobrancelha com você, sai, olha no espelho de casa e vê aqueles fios teimosos aparecendo do nada.

Vamos aos erros comuns primeiro, porque eu preciso que você reconheça se está cometendo algum:

Erro um: tom errado. A profissional escolhe uma cor pensando no que ela vê na sobrancelha em geral, sem considerar que aquele fio branco não tem fundo nenhum pra receber a cor. O branco vai reagir diferente do resto, sempre.

Erro dois: excesso de produto. A tentativa de 'forçar' o branco a pegar, colocando mais produto ou deixando muito mais tempo. Isso não resolve o branco e ainda marca a pele em volta.

Erro três: pouca durabilidade. O fio branco costuma ser mais resistente, e quando a coloração não é feita com a estratégia certa, ele é o primeiro a voltar a aparecer. A cliente acha que 'não durou', mas o que aconteceu foi que o branco nunca pegou direito.

Agora, por que isso acontece. O fio branco perdeu a melanina, ele não tem pigmento próprio. E ele costuma ter uma textura diferente, mais rígida, mais resistente à entrada do produto. Então ele é, ao mesmo tempo, o fio que mais precisa de cor e o que mais resiste a ela.

O fio claro, tipo loiro ou castanho bem claro, é um caso parecido mas não igual. Ele tem pouco fundo. Então quando você aplica uma cor nele, o resultado sai mais claro do que sairia num fio escuro, porque não tem base embaixo pra somar.

E é aqui que entra o diferencial da coloração bem feita: resultado natural com preenchimento estratégico. Não é tentar transformar um fio branco em fio preto na marra. É trabalhar o conjunto, entender que aquela sobrancelha tem fios em estados diferentes, e conduzir isso com técnica.

E olha o que a técnica híbrida faz nesse caso específico, porque é aqui que ela brilha mais que em qualquer outro: a tintura vai lá e resolve o fio branco, que é a única coisa que resolve, porque ela age dentro da fibra. E a henna trabalha a pele em volta, dando o preenchimento e a moldura, e reduzindo o contraste que faz o fio branco saltar aos olhos.

Sozinha, cada uma entrega metade. Juntas, resolvem o caso inteiro.

E eu quero que você entenda o tamanho da oportunidade comercial que tem aqui. A cliente de 45, 50, 55 anos, com fio branco na sobrancelha, é uma cliente que já rodou vários salões e ninguém resolveu o problema dela direito. Ela não está procurando o mais barato. Ela está procurando quem resolve. Quando você vira a profissional que resolve o fio branco na sua cidade, você para de competir por preço."

Encerramento

"Fio branco não é problema, é oportunidade. Na próxima aula, a descoloração, que é a ferramenta que quase ninguém usa e que muda completamente o resultado em alguns casos."

Confirmar com a Eli

Preciso da sua estratégia prática pro fio branco: você faz pré-tratamento? Aplica em duas etapas? Aumenta o tempo? Usa cor específica? Esse é o miolo da aula.

4

Descoloração: quando e por quê

Apresentar a descoloração como ferramenta de harmonização, não como procedimento agressivo, e delimitar quando não usar.
6 a 8 min1 confirmação
Roteiro para gravação

"Descoloração é uma palavra que assusta, e eu entendo. Mas eu quero mudar a sua relação com ela nessa aula.

Descoloração e tintura caminham juntas. A descoloração suaviza o fundo dos fios, preparando pra uma cor mais harmônica e natural.

Traduzindo: às vezes o fio da cliente é escuro demais, ou tem um fundo que puxa pra um lado que briga com o resultado que você quer. Se você joga cor por cima de um fundo muito marcado, a cor não aparece como deveria, ou aparece com um subtom estranho. A descoloração tira aquele excesso de fundo e te dá uma tela mais neutra pra trabalhar.

Quando eu penso em descoloração: quando a sobrancelha é muito mais escura que o cabelo e isso está pesando o rosto. Quando eu quero um resultado mais claro e mais suave e o fundo do fio não deixa chegar lá. Quando existe uma desarmonia entre pele, cabelo e sobrancelha que a cor sozinha não resolve.

E aqui está a chave dessa aula: o segredo está no equilíbrio entre pele, cabelo e sobrancelha. Não é sobre clarear porque clarear está na moda. É sobre trazer as três coisas pra um diálogo.

Quando eu não faço: em pele sensibilizada, irritada, com lesão ou em processo de recuperação. Em cliente com histórico de reação a produto químico na região. E quando o resultado desejado não precisa disso. Se dá pra chegar lá com escolha de cor, não introduza uma etapa química a mais. Menos intervenção é sempre melhor quando o resultado é o mesmo.

E uma coisa de postura profissional, que vale pro curso inteiro: toda etapa que você adiciona ao protocolo precisa ter uma justificativa técnica. Se você não sabe explicar por que está descolorindo aquela sobrancelha, não descolore."

Encerramento

"Fecha o módulo da tintura. Você domina a henna, você domina a tintura. A partir da próxima aula, a gente junta as duas. É o coração do curso."

Confirmar com a Eli

Preciso do produto que você usa pra descoloração, o tempo, e os sinais de alerta que fazem você parar no meio. Segurança aqui é obrigatória, como você mesma diz no Regen Brows.

Módulo 4 · o coração do curso

O Protocolo Híbrido

1

A lógica da junção: por que nessa ordem

A aluna precisa entender a ordem antes de executar a ordem, senão ela só decora.
8 a 10 min1 confirmação
Roteiro para gravação

"Chegamos no coração do curso. Até aqui você aprendeu duas coisas separadas. Agora eu vou te mostrar como elas viram uma só.

E eu quero começar pelo erro, porque ele é revelador: tem muita profissional por aí que já 'faz os dois'. Faz a henna, faz a tintura, cobra os dois. Só que faz em atendimentos separados, ou faz na sequência sem critério nenhum. E o resultado é que ela gasta o dobro do tempo e não entrega o dobro do resultado.

Técnica híbrida não é fazer os dois. É fazer os dois numa ordem pensada, onde cada etapa prepara a próxima.

Primeiro princípio: o design vem antes de tudo. Antes de qualquer produto, existe leitura e desenho. Você precisa saber que forma você está construindo antes de decidir onde colocar pigmento. Lembra da aula 2 do módulo 1? Cor é forma. Então a decisão de forma vem primeiro, e ela é uma decisão de design reconstrutivo: onde tem falha, o que precisa ser preenchido, o que precisa ser respeitado, o que não deve ser tocado. E eu reforço o que eu ensino em todos os meus cursos: reconstrução antes de remoção.

Segundo princípio: cada produto no seu território. A henna vai pra pele. A tintura vai pro fio. Cada uma faz o que faz melhor, e você não pede pra nenhuma das duas fazer o trabalho da outra. Isso parece óbvio depois do módulo 1, mas na hora da execução é onde mais se erra, porque a pressa faz a gente querer resolver tudo com um produto só.

Terceiro princípio, e esse é o que define a ordem: você não pode contaminar a leitura.

Pensa comigo. Se você colore o fio primeiro, a sobrancelha inteira escurece. E aí, quando você for aplicar a henna na pele, você já não consegue mais enxergar direito onde estão as falhas reais, porque o fio escuro cria uma ilusão de densidade que não existe. Você vai preencher no escuro, literalmente.

Agora ao contrário: você trabalha a pele primeiro, com a sobrancelha ainda na cor original. Você enxerga exatamente onde está vazio, você constrói a moldura com clareza, você vê a forma nascendo. E só depois você entra no fio pra dar a definição final e a durabilidade.

É por isso que a sequência é design estratégico, depois Henna Master na pele, depois Tintura Master no fio. Não é uma ordem arbitrária. É a ordem que preserva a sua capacidade de enxergar o que você está fazendo.

E o resultado dessa lógica é o que eu chamo da união perfeita: a fixação da henna na pele mais a definição da tintura nos fios. Mais fixação, mais definição, mais resultado."

Encerramento

"Design, henna na pele, tintura no fio. Guarda essa ordem. Na próxima aula, o design reconstrutivo, que é o que faz essa técnica ser reconstrução e não maquiagem."

Confirmar com a Eli

Decisão técnica que só você pode dar: na sua execução real, a tintura entra depois da henna já removida, ou existe alguma sobreposição de etapas? E tem intervalo entre elas? Isso define o passo a passo da aula 3.

2

Design reconstrutivo mais coloração

Conectar a técnica híbrida à filosofia de reconstrução da Eli, diferenciando o método de uma simples coloração dupla.
7 a 9 min
Roteiro para gravação

"Eu poderia ter chamado essa técnica só de 'henna com tintura'. Mas eu chamo de técnica híbrida por um motivo, e esse motivo é essa aula.

Quando você junta design reconstrutivo com coloração, você não está fazendo dois procedimentos no mesmo dia. Você está fazendo um procedimento novo.

Design reconstrutivo é a forma como eu trabalho há mais de treze anos: em vez de olhar pra sobrancelha e perguntar 'que formato eu imponho aqui?', eu pergunto 'o que essa sobrancelha já foi, o que ela pode voltar a ser, e o que eu preciso devolver?'. É um olhar de recuperação, não de imposição.

E o que a coloração faz dentro desse olhar? Ela acelera o que o pelo demora.

Deixa eu ser bem concreta. Uma cliente com a cauda falhada por anos de pinça. Pra aquele pelo voltar, se voltar, são meses. É ciclo biológico, não tem atalho. Mas o desenho da cauda dela, a forma, a presença dela no rosto, isso você devolve hoje. Com pigmento na pele onde o fio ainda não voltou, e com cor no fio que existe pra ele render o máximo que pode.

A cliente sai da sua cadeira com a sobrancelha que ela vai ter daqui a seis meses, enquanto o fio faz o trabalho dele no tempo dele.

Isso é reconstrução com coloração. E é uma coisa completamente diferente de 'pintar a sobrancelha'.

Tem uma consequência disso que eu quero que você entenda bem, porque muda o seu atendimento: quando você trabalha assim, você para de tirar pelo por reflexo.

A profissional que não domina cor tira pelo pra equilibrar. Falhou de um lado? Tira do outro pra 'ficar igual'. E aí a sobrancelha da cliente vai afinando ano após ano, atendimento após atendimento, e ela nem percebe o que está acontecendo.

A profissional que domina cor equilibra com pigmento e preserva o fio. Ela constrói em vez de remover.

E a diferença entre as duas, no longo prazo, é enorme. Uma tem clientes com sobrancelhas cada vez mais frágeis. A outra tem clientes com sobrancelhas cada vez melhores. Adivinha qual das duas tem cliente fiel.

Você não é uma pessoa que pinta sobrancelha. Você é uma profissional que reconstrói, e a cor é uma das suas ferramentas de reconstrução."

Encerramento

"Você constrói, você não remove. Agora que a lógica está clara, vamos pro passo a passo do protocolo."

3

O protocolo híbrido passo a passo

A execução completa do método, do preparo à finalização. É a aula que justifica o valor do curso sozinha.
15 a 25 mincabine, modelo real
Direção de gravação · o que a câmera precisa capturar
  1. A modelo antes. Plano fechado da sobrancelha original, boa luz, os dois lados. Precisa dar pra ver a falha real.
  2. A leitura em voz alta. Você olhando a sobrancelha e narrando o diagnóstico: onde está o vazio, o estado do fio, se tem branco, qual a decisão de forma e por quê. Este é o momento mais valioso da aula inteira, porque é o seu raciocínio sendo exposto.
  3. A escolha dos produtos, dita com justificativa. Qual tom de henna, qual cor de tintura, e por quê nesta cliente.
  4. Preparo e higienização da região.
  5. Design estratégico. A marcação, o alinhamento, a decisão de forma.
  6. Aplicação da Henna Master. Plano fechado da técnica, atenção ao degradê. Tempo de pausa marcado em tela.
  7. Remoção da henna: como remove, com o quê, e o que se observa nesse momento.
  8. Aplicação do fixador.
  9. Aplicação da Tintura Master. Mistura com o oxidante em plano fechado, aplicação no fio, proteção da pele, tempo em tela.
  10. Remoção da tintura.
  11. Finalização e resultado. Antes e depois lado a lado.
  12. Orientação à cliente, dita como se a modelo fosse cliente de verdade.
Roteiro falado · abertura da aula

"Agora é a hora que você estava esperando. A partir daqui, tudo o que a gente estudou entra em ação.

Eu vou executar o protocolo completo numa modelo real, do começo ao fim, e eu vou narrando cada decisão enquanto faço. Presta atenção não só no que a minha mão está fazendo, mas no que eu estou dizendo antes de fazer. Porque a técnica você copia. O raciocínio, você precisa entender.

Uma coisa importante antes de começar: essa modelo é essa modelo. A sua cliente vai ser diferente. Se você tentar reproduzir exatamente isso em todo mundo, você vai errar. O que se repete em todas as clientes é a ordem e o raciocínio. Os tons, os tempos e as decisões mudam de acordo com o que você lê na cadeira.

Vamos lá."

Encerramento

"Olha o resultado. A pele preenchida onde faltava fio, o fio definido e com cor uniforme, incluindo os que estavam mais claros, e uma forma que respeita o rosto dela. Nenhum dos dois produtos, sozinho, chegaria aqui. Assiste essa aula mais de uma vez, e assiste com a apostila do lado."

Confirmar com a Eli

Todos os tempos, quantidades e produtos auxiliares desta aula saem da sua execução real. Sugestão: registrar durante a gravação e transformar num resumo escrito do protocolo embaixo da aula, pra aluna consultar sem reassistir o vídeo inteiro.

4

Brow Lamination na técnica híbrida

Posicionar o lamination como camada opcional de potencialização e definir compatibilidade e ordem em relação à coloração.
7 a 9 min1 confirmação
Roteiro para gravação

"Tem uma pergunta que eu recebo muito: 'Eli, dá pra juntar o Brow Lamination com isso também?' Dá. E em alguns casos é justamente o que faltava.

Deixa eu explicar onde ele entra na lógica. A henna trabalha a pele. A tintura trabalha a cor do fio. E o Brow Lamination trabalha a direção e o comportamento do fio. São três coisas diferentes.

Pensa numa cliente que tem bastante pelo, mas o pelo cresce pra baixo, bagunçado, rebelde. A cor dela pode estar perfeita e a sobrancelha ainda vai parecer desorganizada, porque o problema dela não é cor, é direção. Nessa cliente, o lamination resolve o que nenhum pigmento resolveria.

E tem o efeito de densidade: quando você alinha o fio pra cima, você ocupa espaço que estava vazio, e a sobrancelha parece mais cheia sem você ter colocado nada.

Sobre o produto: eu trabalho com o Kit Pocket da Master pra Brow Lamination. E os pontos que eu faço questão de destacar, porque é a região do olho e segurança não é negociável: é dermatologicamente testado, é hipoalergênico, é oftalmologicamente testado, tem selo de aprovação da ANVISA. E, o que interessa muito pra gente aqui: é totalmente compatível com a nova Henna da Master.

Essa compatibilidade não é detalhe. Quando você vai combinar procedimentos químicos na mesma região, no mesmo atendimento, produto compatível é o que te dá segurança pra fazer isso sem comprometer nem o resultado nem a pele da cliente.

Um alerta de bom senso, porque eu não quero ninguém empolgada demais: nem toda cliente é candidata pra tudo no mesmo dia. Sobrancelha muito sensibilizada, pele reativa, histórico de reação, cliente fazendo procedimento pela primeira vez com você. Nesses casos eu prefiro separar. Fazer tudo de uma vez em quem não tem condição não é entregar mais valor, é assumir risco desnecessário.

Saber até onde ir é tão profissional quanto saber fazer."

Encerramento

"Você fecha aqui a parte técnica do curso. Mas eu não vou te deixar ir embora só com a técnica. O próximo módulo é sobre dinheiro, e ele é tão importante quanto todos os outros."

Confirmar com a Eli

Duas definições suas: o lamination entra antes ou depois da coloração no seu protocolo? E qual o intervalo mínimo que você recomenda quando prefere não fazer tudo no mesmo dia?

Módulo 5

Precificação e posicionamento

1

Quanto cobrar pela técnica híbrida

Dar a estrutura de raciocínio pra precificar sem culpa, e quebrar o hábito de somar os preços dos serviços separados.
8 a 10 min1 decisão
Roteiro para gravação

"Eu vou te falar uma coisa que talvez você não queira ouvir: o maior gargalo da maioria das profissionais de sobrancelha não é técnica. É preço.

Eu conheço profissional excelente, com mão maravilhosa, que cobra menos do que merece porque tem medo de perder cliente. E eu quero que esse módulo mude isso pra você.

Primeiro erro que eu quero derrubar: somar.

Você aprendeu a técnica híbrida e pensou 'ah, então eu cobro a henna mais a tintura'. Não. Isso é errado por dois motivos.

O primeiro é conceitual: você não está vendendo dois serviços. Você está vendendo um serviço novo, que entrega um resultado que nenhum dos dois entrega sozinho. Um resultado que dura mais, que resolve fio branco, que preenche falha e que tem profundidade. Isso não é a soma de duas coisas, é outra coisa.

O segundo é prático: quando você soma, você entra numa comparação que você mesma criou. A cliente olha, faz a conta e pensa 'então eu faço só a henna que é mais barato'. Você deu a ela uma calculadora pra te negociar.

Serviço com nome próprio não se compara com item de lista de preço.

Agora, como pensar o preço. Eu não vou te dar um número, porque o mercado da minha cidade não é o da sua. Mas eu vou te dar os quatro fatores que você tem que colocar na conta:

Primeiro, o seu tempo real. Cronometra. De verdade. O atendimento híbrido leva mais tempo que a henna sozinha, e o seu tempo tem valor. Se você não sabe quanto tempo o procedimento leva, você não tem como precificar.

Segundo, o custo do produto. Você está usando dois produtos de qualidade, mais fixador, mais material de apoio. Levanta esse custo por atendimento. A maioria das profissionais nunca fez essa conta.

Terceiro, e esse é o que a maioria esquece: a durabilidade que você entrega. Se o seu trabalho dura mais tempo, a cliente volta com menos frequência. Isso significa que cada atendimento precisa valer mais, porque você está entregando mais semanas de resultado. Cliente que faz henna simples volta muito mais rápido. Isso não é vantagem, é você trabalhando mais pelo mesmo dinheiro.

Quarto, o que só você faz na sua cidade. Quantas profissionais na sua região dominam essa técnica? Se a resposta é poucas ou nenhuma, você não está num mercado de commodity. Você não precisa se precificar como se estivesse.

E o meu recado final: o preço que você cobra é o que você comunica sobre o seu trabalho antes mesmo da cliente sentar na cadeira. Preço baixo demais não atrai a cliente boa, atrai a cliente que vai embora no primeiro real de diferença na concorrente."

Encerramento

"Você não vende dois procedimentos. Você vende um resultado que ninguém mais entrega. Na próxima aula, como dizer isso pra cliente."

Decisão sua

Você quer colocar uma faixa de referência de preço nessa aula, tipo "o híbrido costuma ficar entre X e Y por cento acima da henna simples"? Uma referência ancora e ajuda muito a aluna, mas o número precisa ser seu.

2

Como explicar e vender a técnica pra sua cliente

Dar à aluna as palavras. Ela pode dominar a técnica e ainda assim não vender, se não souber traduzir o valor.
8 a 10 min
Roteiro para gravação

"Você já sabe fazer e já sabe quanto cobrar. Falta a parte que trava muita gente: falar.

Porque tem uma armadilha aqui. Quando a gente aprende uma técnica, a gente fica empolgada com a técnica. E aí a cliente pergunta 'o que é isso?' e a gente responde com fibra do pelo, oxidação, pigmentação de superfície, Jaborandi, D-Pantenol. E a cliente não entende nada. E o que ela não entende, ela não compra.

A cliente não quer saber o que você faz. Ela quer saber o que ela ganha. Então vamos traduzir.

Você aprendeu: 'a henna pigmenta a pele e a tintura age na fibra do fio'.
Você fala: 'a gente trabalha a pele e o fio ao mesmo tempo, então o resultado fica mais completo e dura mais'.

Você aprendeu: 'a tintura resolve fio branco porque age dentro da fibra'.
Você fala: 'aqueles fios brancos que sempre aparecem depois? Eles somem também'.

Você aprendeu: 'a henna preenche falha na pele'.
Você fala: 'os espaços vazios ficam preenchidos, e de um jeito natural, sem parecer desenhado'.

Você aprendeu: 'a tintura colore o fio e não a raiz'.
Você fala: 'quando começar a crescer, não vai ter aquela raiz marcada. Vai crescer bonito'.

Percebe a diferença? Mesma informação, outro idioma.

Agora, três situações que você vai viver.

Situação um: a cliente pergunta se é caro. Não se desculpe e não corra pra justificar. Explique o que ela leva: 'esse é o atendimento mais completo que eu faço. A gente trabalha pele e fio juntos, resolve os fios claros, preenche as falhas, e dura mais que a henna sozinha. É por isso que ele tem esse valor.' Dito com calma, sem pedir desculpa.

Situação dois: a cliente que sempre fez só henna com você. Essa é ouro, e é a sua primeira venda. Não empurre, mostre: 'olha, eu trouxe uma técnica nova pro estúdio que resolve aquilo que você sempre comenta comigo, dos fios que aparecem clarinhos.' Você não está oferecendo um upgrade, você está resolvendo uma queixa que ela já te deu.

Situação três: a cliente que nunca fez nada. Cuidado com o excesso. Cliente nova em procedimento não precisa da técnica mais completa de cara. Às vezes o melhor negócio é começar mais leve, ganhar a confiança dela, e subir depois. Cliente fiel vale mais que ticket alto uma vez.

E um último ponto, que talvez seja o mais importante desse módulo inteiro: dá um nome pro seu serviço.

'Henna com tintura' é uma descrição. 'Técnica Híbrida' é um serviço. Coloca no cardápio, coloca no Instagram, mostra antes e depois com esse nome. Quando o serviço tem nome, ele existe. E quando ele existe, ele não é comparável com o que a concorrente faz.

É assim que você para de brigar por preço e passa a ser procurada por nome."

Encerramento

"Fala o que ela ganha, não o que você faz. E dá nome ao seu serviço. Na última aula, eu quero falar com você sobre responsabilidade."

Módulo 6

Responsabilidade e certificação

1

Postura profissional e encerramento

Fechar o curso na altura certa, reforçando limites, ética e responsabilidade, e conduzir à certificação.
6 a 8 min2 confirmações
Roteiro para gravação

"Chegamos ao fim, e eu não vou encerrar esse curso falando de técnica. Eu vou encerrar falando de responsabilidade, porque executar bem é importante, mas saber até onde ir é essencial.

A primeira: nem toda cliente é candidata.

Você vai ter cliente com a pele sensibilizada, com histórico de reação, com a região em recuperação de outro procedimento, ou simplesmente com uma expectativa que o procedimento não vai atender. Nesses casos, a resposta profissional é adaptar, adiar ou não fazer.

E eu sei que dói dizer não pra um atendimento. Mas o dano de um procedimento mal indicado é muito maior, e ele não é só na cliente. É na sua reputação, que leva anos pra construir e um caso pra abalar. Reconhecer o limite não é fraqueza técnica. É a coisa mais profissional que existe.

A segunda: não prometa o que não depende de você.

A durabilidade depende da pele e da rotina da cliente. A resposta da cor depende do fio dela. Fala isso antes, na anamnese, com naturalidade. Cliente bem informada não fica frustrada, ela fica parceira do processo. Cliente que recebeu promessa e não viu acontecer, essa vira problema, e com razão.

A terceira: essa técnica é sua agora, e ela merece respeito.

Você tem nas mãos um método que junta a fixação da henna na pele com a definição da tintura no fio, que roda em produto seguro e testado, e que resolve casos que a maioria das profissionais da sua cidade não sabe resolver.

Usa isso com orgulho. Cobra o que vale. Fala com propriedade. E, principalmente, respeita a pele, o fio e o tempo de cada cliente.

Eu quero terminar com a frase que eu levo comigo desde o começo da minha trajetória: primeiro a você começa, depois a você melhora.

Você começou. Agora é praticar, errar, ajustar e melhorar. Nenhuma profissional de referência ficou boa na primeira cliente.

Parabéns por chegar até aqui. Vai lá e faz bonito."

Confirmar com a Eli
  • Certificação: existe avaliação ao fim do curso? Como a aluna emite o certificado? A redação com o selo Master depende da conversa com a Vermonth.
  • Oferta de saída: faz sentido apontar aqui pro Regen Brows ou pro presencial? Qual é o próximo passo que você quer oferecer pra quem terminou?

O que falta pra gravar

Nada disso foi inventado no roteiro. São informações que só existem na sua prática.

Bloqueantes técnicos · 9 itens
#O que preciso de vocêOnde entra
1Proporção de mistura da tintura com o oxidante, volume do oxidante e tempo de pausaM3 A1, M4 A3
2Nomes oficiais dos 5 tons da Henna Master e indicação de cada umM2 A2
3Nomes oficiais das 7 cores da Tintura Master e indicação de cada umaM3 A2
4Estratégia prática pro fio branco (pré-tratamento, tempo, cor)M3 A3
5Passo a passo de aplicação do fixador da hennaM2 A3
6Produto, tempo e sinais de alerta da descoloraçãoM3 A4
7A tintura entra com a henna já removida? Existe intervalo entre as etapas?M4 A1, M4 A3
8Brow Lamination entra antes ou depois da coloração? Intervalo mínimo se separado?M4 A4
9Teste de sensibilidade: você faz? Como orienta a aluna?M3 A1
Decisões comerciais · 6 itens
#DecisãoObservação
1017 aulas x 14 aulasA landing anuncia 14 aulas em 5 módulos, o roteiro tem 17 em 6. Recomendação: atualizar a landing. O curso ficou mais completo, e isso é argumento de venda.
11Vai ter apostila em PDF, como no Regen Brows?Se sim, ela deriva deste roteiro.
12Faixa de preço de referência na aula de precificaçãoAncoragem ajuda muito a aluna, mas o número precisa ser seu.
13Texto da certificação e selo MasterDepende da conversa com a Vermonth.
14Oferta de saída no fim do cursoRegen Brows? Presencial?
15Liberação: tudo na hora ou módulos escalonados?A landing atual promete tudo liberado na compra. O Regen Brows escalona.

Sobre a produção

13 aulas são gravadas em estúdio, você falando pra câmera. Dá pra gravar várias no mesmo dia.

2 aulas pedem inserção de cartela de cores (os 5 tons e as 7 cores), que pode ser filmado à parte e editado dentro.

1 aula é em cabine com modelo real, e é a mais longa e a mais importante do curso. Vale reservar um dia só pra ela.

Estimativa de vídeo final: aproximadamente 2h a 2h30 de conteúdo.